A OSMF no Geospatial World Forum 2026


De 28 de abril a 1º de maio de 2026, participei do Geospatial World Forum (GWF) 2026, representando a Fundação OpenStreetMap. O GWF é um fórum anual que conta principalmente com a presença de empresas e representantes da administração pública da área geoespacial. Henk Hoff, lá em 2013, foi o último representante da OSMF a participar do GWF, quando recebemos o prêmio de “Organização de Conteúdo Geoespacial do ano de 2012”. Então, já estava na hora de a voz do OSM ser ouvida nesse ambiente profissional.

Um palco com uma mulher falando no pódio e mais cinco pessoas sentadas em cadeiras. A mulher que está falando está concentrada no telão acima do palco.

Aarti Holla-Maini, do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior, discursando na sessão plenária de abertura.
Foto de autoria própria sob licença CC-BY 4.0.


O tema deste ano foi Soberania, Economia, Sociedade. Um tema que se encaixa perfeitamente na missão do OSM: criar, de forma colaborativa, dados geoespaciais abertos, por todos e para todos. Dados que permitem a reutilização — inclusive comercial — e que funcionam com software de código aberto. O fórum incluiu vários dias de palestras e painéis, além de uma feira de tecnologia e exposições, onde empresas e governos puderam apresentar suas soluções e fechar negócios. O OSM é parte integrante das soluções de muitas das empresas expositoras, por isso, conversar diretamente com representantes dessas organizações é importante para explicar como é fundamental contribuir de volta para o ecossistema, para que ele possa se manter sustentável ao longo do tempo.


A soberania, não o isolamento, foi uma das principais ideias mencionadas durante o evento. Pois precisamos colaborar num mundo em constante evolução e cheio de incertezas, tanto no plano político quanto no tecnológico, com o surgimento dos agentes de IA, ao mesmo tempo em que mantemos a infraestrutura que sustenta tantos casos de uso em pleno funcionamento e estável nos próximos anos. O OSM e o software de código aberto que o alimenta podem ser fundamentais para isso, como mostra a recente decisão do governo francês de usar um fork da infraestrutura central do OSM como sua escolha para renovar a tecnologia que alimenta seus sistemas cadastrais.


“O OSM fica mais dinâmico quanto mais diversificada é a sua comunidade”, essa foi a ideia principal que compartilhei no painel do qual participei. Um painel que, paradoxalmente, poderia e deveria ter sido mais diversificado. Precisamos de mais pessoas e organizações, e que sejam mais diversas, para que saibam como é importante contribuir para o OSM e seu ecossistema, para que possamos, juntos, construir uma representação precisa do nosso mundo. A contribuição para o ecossistema pode assumir várias formas: dados, recursos (pessoas, dinheiro, tempo), construção da comunidade, aprimoramento da tecnologia que sustenta o projeto e muito mais. Nesse sentido, a comunicação faz toda a diferença, e é algo que estamos aprimorando na Fundação, e devemos continuar buscando. Agradecemos à Geospatial World por nos permitir participar do fórum, para que a voz do OpenStreetMap pudesse ser ouvida nesses eventos profissionais.

Uma mulher no palco apresentando os palestrantes de um painel. As cadeiras no palco estão vazias por enquanto. Os nomes e as instituições dos palestrantes aparecem na tela.
Painel “Integração da GKI na infraestrutura pública digital: conectando sistemas digitais à realidade física”.
Foto própria sob licença CC-BY 4.0

Tradução do inglês para o português do Brasil por Raquel Dezidério SoutoIVIDES DATA.

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